O alienista

O alienista

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Descrição

Conto ou novela? Realismo ou alegoria? Razão ou insensatez? Em O alienista, de Machado de Assis, obra-prima da prosa brasileira, um médico estudioso do juízo humano inaugura um hospício em Itaguaí, a infame Casa Verde, “bastilha da razão humana”. Após internar compulsoriamente quase todos os cidadãos da pacata cidade, o médico decide, por fim, liberá-los e internar-se a si mesmo. Publicado originalmente em 1882, o texto trata do território subjetivo entre a sanidade e a loucura, e reflete e escancara a fragilidade do conceito de normalidade. Afinal, nem um gênio conseguiria definir o que é normal.

A leitura de O alienista nesta edição é ilustrada pela obra de Rivane Neuenschwander,  composta de bonecos feitos com garrafas de vidro, tecido e papel machê, que arremessa as personagens da trama machadiana para o contexto atual, criando uma “ficção dentro da ficção” que nos convoca a refletir sobre a irracionalidade e um despautério de grandeza nacional. As livres associações entre a obra literária do século XIX e a obra visual homônima do século XXI, reverberam o pulso contemporâneo da história original: cobiça de poder, interesses políticos, dogmas religiosos, crendices. No meio do caminho, imprime-se o humor que é espingarda de cano duplo, ferramenta autoral que produz prazer enquanto denuncia uma realidade absurda que se estabelece.

“A edição que o leitor tem agora em mãos, ilustrada com imagens da artista Rivane Neuenschwander em sua obra homônima, traz à tona a atualidade política do conto no Brasil contemporâneo, no qual desmandos e absurdos como o terraplanismo e a negação da ciência se encontram em aterradora sintonia com o populismo e o conservadorismo mundiais deste primeiro quarto do século XXI.” Do prefácio de Elton Corbanezi e Laymert Garcia dos Santos

 

Sobre Machado de Assis:

Machado de Assis (Joaquim Maria Machado de Assis), jornalista, contista, cronista, romancista, poeta e teatrólogo, nasceu no Morro do Livramento, no Rio de Janeiro, em 21 de junho de 1839, e faleceu também no Rio de Janeiro, em 29 de setembro de 1908. Publicou seu primeiro livro de poemas, Crisálidas, em 1864 e seu primeiro romance, Ressurreição, em 1872. Mantinha forte colaboração com jornais e revistas da época, como O Cruzeiro, A Estação e Revista Brasileira, onde publicava crônicas, contos, romances e poemas, que vinham a público em forma de folhetim antes de serem publicados em livros. Assim, saíram as primeiras versões de A mão e a luva (1874), Memórias póstumas de Brás Cubas (1880), Quincas Borba (1886-1891), entre outros. Em 1881, publicou em livro Memórias póstumas de Brás Cubas, inaugurando assim a sua fase realista, a qual inclui as suas obras mais conhecidas: Quincas Borba, Dom Casmurro, Esaú e Jacó e Memorial de Aires. Em 1882, publicou a coletânea de contos Papéis avulsos, no qual se encontra “O alienista”. Em 1897, foi eleito presidente da Academia Brasileira de Letras, cargo que ocupou por mais de dez anos. Instituição que Machado ajudara a fundar no ano anterior e que ficou conhecida como Casa de Machado de Assis.

  

Sobre Rivane Neuenschwander

Rivane Neuenschwander nascida em Belo Horizonte, vive e trabalha em São Paulo. Formou-se pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais e pelo Royal College of Art, Londres. A artista aborda temas como memória, desejo, sexualidade, política e violência em trabalhos que convocam a participação do outro, seja no desenvolvimento, seja na formalização de ideias. Questões relativas à linguagem se desenvolvem em obras que se apropriam de calendários, mapas, bandeiras, alfabetos e mesmo a comunicação não verbal. Desde 2013, em workshops de criação, ela pesquisa os medos de crianças, tanto em suas variantes psicanalistas como também o medo enquanto afeto fundamental, índice de manipulação política e social. Baseando-se em referências da literatura, do cinema e diversas manifestações culturais populares, o trabalho de Neuenschwander abarca experiências sensoriais, ativando a participação física e crítica do público. Sua obra faz a mediação entre o íntimo e o público, o autoral e o coletivo. Participou de importantes exposições coletivas como a Bienal de Veneza (2003, 2005), a Bienal de São Paulo (1998, 2006, 2008) e a Bienal de Istambul (1997, 2011). Dentre as exposições individuais recentes destacam-se O Alienista, Fortes D’Aloia & Gabriel, São Paulo (2019); Alegoria del Miedo, NC-Arte, Bogotá (2018); O Nome do Medo, Museu de Arte do Rio, Rio de Janeiro (2017); mal-entendidos, Museu de Arte Moderna de São Paulo (2014); A Day Like Any Other, New Museum, Nova York (2010).

 

Título: O alienista
Autor: Machado de Assis
Ilustração: Rivane Neuenschwander
Língua: Português
Número de páginas: 120 páginas
ISBN: 978-85-5591-108-8
Formato: Brochura
Dimensões: 14x23 cm
Ano de publicação: 2020