Sinfonia Sonho

Sinfonia Sonho

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R$ 34,00

Descrição

Sinfonia Sonho, quarta criação da companhia apresenta a história de Kevin, um menino de nove anos de idade que é subitamente tomado pelo desejo de se tornar música, por conta da peça teatral que ensaia na nova escola. A trama foi inspirada no tratado filosófico O anti-Édipo – Capitalismo e Esquizofrenia 1, de Gilles Deleuze e Félix Guattari, no romance Precisamos falar sobre o Kevin, de Lionel Shriver, e no massacre ocorrido em abril de 2011 na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, no Rio de Janeiro. Em sua apresentação para a publicação do livro da peça, a artista Eleonora Fabião escreve que Sinfonia Sonho “é teatro”, ao produzir “a transformação de posições políticas e visões estéticas em atos estético-políticos”.

 

 

“KEVIN – Imagina isso: você acorda, põe o seu filho no banho, dá o café da manhã, ele toma e te agradece. Daí você prepara a merenda dele, passa o perfume nele, passa na cabeça também pra evitar um piolho. Aí você liga o carro, põe o cinto de segurança e leva ele até a escola. Quando chega lá, você o beija e lhe deseja um lindo dia. Pede que se comporte, que coma toda a merenda, que não crie confusão nem que coma muito doce. E quando ele volta, em vez de trazer a mochila repleta de tarefas para o próximo dia, ele traz o estômago atravessado por uma bala de revólver.”

 

 

Sobre o autor:

Diogo Liberano nasceu em 15 de outubro de 1987, em Vassouras, no Rio de Janeiro. É ator, diretor, dramaturgo e produtor teatral, graduado em Artes Cênicas: Direção Teatral, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde surgiu a sua companhia Teatro Inominável, em 2008. É mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Artes da Cena (PPGAC/UFRJ) e doutorando em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PPGLCC/PUC-Rio), além de professor da Faculdade CAL de Artes Cênicas e coordenador do Núcleo de Dramaturgia Firjan SESI. Entre suas principais dramaturgias, destacam-se Sinfonia Sonho (2011), Primavera Leste (2012), Maravilhoso (2013), O narrador (2014), Inquérito (2015), Os sonhadores (2016) e Janis (2017). Por seu trabalho, foi indicado – como diretor, dramaturgo e curador – aos principais prêmios de teatro do Rio de Janeiro: Shell, Cesgranrio, APTR e Questão de Crítica.

 

Sobre o Teatro Inominável

O Teatro Inominável surgiu em 2008 na graduação de Artes Cênicas: Direção Teatral da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Atualmente é composto pelos artistas, pesquisadores e produtores Andrêas Gatto, Clarissa Menezes, Diogo Liberano, Flávia Naves, Gunnar Borges, Laura Nielsen, Márcio Machado, Natássia Vello e Thaís Barros.

Em dez anos de trajetória, realizou três edições da mostra de artes da cena Mostra Hífen de Pesquisa-Cena, além dos seguintes espetáculos e performances: Não dois (2009), Vazio é o que não falta, Miranda (2010), Como cavalgar um dragão (2011), Sinfonia Sonho (2011), Concreto armado (2014), O narrador (2014), poderosa vida não orgânica que escapa (2016), Nada brilha sem o sentido da participação (2017), dentro (2019) e YELLOW BASTARD (2019).

Em sua poética, o Inominável investiga relações diversas entre a arte teatral e a da performance, buscando pensar, repensar, escrever e reescrever sensibilidades outras para a interação afetiva e sociopolítica dos indivíduos em sociedade. Em sua poética, o Inominável investiga relações diversas entre a arte teatral e a da performance, buscando pensar, repensar, escrever e reescrever sensibilidades outras para a interação afetiva e sociopolítica dos indivíduos em sociedade.

 

Autor: Diogo Liberano

Número de páginas: 128

ISBN: 978-85-5591-0838

Encadernação: Brochura

Formato: 13x19

Ano de edição: 2019