Trilogia Placas Tectônicas

Trilogia Placas Tectônicas

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R$ 90,00

Descrição

Não nem nada é o texto de estreia de Vinicius Calderoni como dramaturgo e encenador. Uma peça em plano-sequência, com cenas interligadas e dezenas de personagens que se intercalam, Não nem nada apresenta um retrato em mosaico da contemporaneidade e aborda temas como a fragmentação das relações, a comunicação interrompida, o excesso e a velocidade da informação nos dias de hoje e o culto às celebridades.

Primeiro episódio da trilogia “Placas Tectônicas”, a peça rendeu a Vinicius Calderoni a indicação ao Prêmio Shell de melhor autor em 2014.

 

Ãrrã se constrói a partir de múltiplos personagens, num jogo cênico para apenas dois atores. Um casal de namorados pré-adolescentes, em uma aldeia africana, traçando um plano de fuga; um presidente da República em pronunciamento; um garoto que visita o planetário pela primeira vez; espectadores na plateia de um concerto para violoncelo; um homem solitário que conversa com o aparelho de GPS de seu carro — permeiam a dramaturgia do espetáculo encontros radicais de alteridade, em uma indagação sobre diferentes papéis que o outro, esse desconhecido, pode assumir numa relação interpessoal: objeto de desejo, de curiosidade, de rivalidade, de estranhamento. Segundo episódio da trilogia “Placas Tectônicas” e vencedora do Prêmio Shell de Melhor Autor (2015), Ãrrã é uma investigação acerca das vozes que povoam nossa cabeça e que correm em paralelo à dimensão objetiva dos fatos.

 

Chorume, terceiro espetáculo da trilogia Placas Tectônicas, se origina no desejo de representar no palco aspectos da vida que não apareçam na imediata jurisdição do teatro.

A peça traz o destemor de olhar para abismos e horrores do nosso tempo, mas, ainda assim, permite que o humor e a comicidade brotem mesmo nas situações mais terríveis, acreditando na potência que a comédia tem de denunciar, com incomparável contundência, os absurdos do real.

Numa encenação de soluções visuais impactantes que acompanham os deslocamentos de sua dramaturgia, Chorume extrai matéria prima do lixo (das relações humanas, da linguagem, da falência das instituições) para erguer um espetáculo que recusa o escapismo e propõe ao espectador estar atento a ideia de estar vivo, aqui e agora — com todo o desamparo e as possibilidades de transformação inerentes.